
vendredi 11 juillet 2008
jeudi 15 mai 2008
samedi 29 mars 2008
AU REVOIR

Terminou. Hoje eu estou de mudança. Aqui está o meu novo blog:
C'est finit. Aujourd'hui je me déménage. Voilà mon nouvelle blog:
http://acoeurouvert.wordpress.com/
mercredi 26 mars 2008
JE TROUVAIS QUE J'AI DÉJÀ VU TOUT...
Essa é da série "Eu que achava que já tinha visto tudo":Fui num escritório hoje onde eu nem imaginava a enorme capacidade de inventar nomes para seus departamentos. Um deles se chama Sala Benzetacil.
E estava tendo uma reunião na hora em que eu passei. Que tipo de reunião rola nessa sala, ne me demandes pas...
dimanche 23 mars 2008
EN PRÉPARANT LE DÉMÉNAGEMENT

Estou meio cansado desse blog. Na verdade, nunca gostei dele. Eu o abandonei uma vez, já mudei de nome duas vezes e ainda assim não ficou legal. A maioria do que está aqui não passam de lembranças ruins de uma das piores fases da minha vida.
Mesmo assim, não vou parar de escrever. Já estou preparando outro em outro sistema, faltam apenas alguns ajustes. E eu escrevi esse post mais para aproveitar essa imagem...
E chega de Sens Interdit, vou começar outra coisa.
vendredi 21 mars 2008
L'HÔPITAL V
E eu espero que esse seja mesmo o último capítulo dessa sina. Porque eu não agüento mais.
Tive que procurar que nem um louco algum lugar onde eu pudesse fazer o último exame que faltava. Primeiro liguei para o laboratório que todos dizem ser um dos melhores. Apenas para descobrir que a única unidade que fazia o exame (um raio-x dos mais complicados) fica a quase duas horas de ônibus da minha casa e que só tinha data para o final de maio. Fala sério, pior que hospital público.
Paciência, liguei para o HB e tinha o exame, com data para a semana seguinte. Louco para terminar com essa história, aceitei e marquei. O HB é na verdade um hospital público melhorado, daqueles movidos a planos de saúde de quinta categoria. Desorganizado, com péssimo serviço e atendimento pior ainda. Sorte que o meu seguro cobre hospitais melhores do que aquela espelunca.
Lá fui eu para o exame: primeiro contraste na veia, para saber se eu não teria reação alérgica. Depois, uma sessão de chapas que durou mais de uma hora. Numa delas, fiquei 15 minutos amarrado na mesa de raio-x com uma chapa por cima da bexiga, impedindo-me de me mover. E finalmente fui liberado. Talvez com possibilidade de ter pego um câncer, devido ao tempo exposto à radiação.
Ontem voltei naquele inferno para pegar o resultado. Sobe um andar, não estava lá ainda. Desce outro andar, não é aqui. Entra num corredor que parecia mais uma masmorra. Era lá. Pedi para que pegassem para mim, eu estava do lado da outra sala de raio-x. Peguei o envelope, agradeci e queimei o chão, esperando tão cedo não voltar mais ao HB.
E essa sina terminará apenas quando eu mostrar ao médico o resultado. Assim espero.
Tive que procurar que nem um louco algum lugar onde eu pudesse fazer o último exame que faltava. Primeiro liguei para o laboratório que todos dizem ser um dos melhores. Apenas para descobrir que a única unidade que fazia o exame (um raio-x dos mais complicados) fica a quase duas horas de ônibus da minha casa e que só tinha data para o final de maio. Fala sério, pior que hospital público.
Paciência, liguei para o HB e tinha o exame, com data para a semana seguinte. Louco para terminar com essa história, aceitei e marquei. O HB é na verdade um hospital público melhorado, daqueles movidos a planos de saúde de quinta categoria. Desorganizado, com péssimo serviço e atendimento pior ainda. Sorte que o meu seguro cobre hospitais melhores do que aquela espelunca.
Lá fui eu para o exame: primeiro contraste na veia, para saber se eu não teria reação alérgica. Depois, uma sessão de chapas que durou mais de uma hora. Numa delas, fiquei 15 minutos amarrado na mesa de raio-x com uma chapa por cima da bexiga, impedindo-me de me mover. E finalmente fui liberado. Talvez com possibilidade de ter pego um câncer, devido ao tempo exposto à radiação.
Ontem voltei naquele inferno para pegar o resultado. Sobe um andar, não estava lá ainda. Desce outro andar, não é aqui. Entra num corredor que parecia mais uma masmorra. Era lá. Pedi para que pegassem para mim, eu estava do lado da outra sala de raio-x. Peguei o envelope, agradeci e queimei o chão, esperando tão cedo não voltar mais ao HB.
E essa sina terminará apenas quando eu mostrar ao médico o resultado. Assim espero.
mercredi 12 mars 2008
LES NOUVELLES

1) Já tirei os pontos, e minha recuperação está indo bem. E hoje eu voltei para o batente.
2) Infelizmente, é preciso pagar caro para ter um serviço bom. Até mesmo para internet fora de casa. Sexta-feira eu acessei internet numa lan de quinta categoria, com preços baratinhos mas uma porcaria de serviço. Computadores muito velhos, lentos, mal configurados e rodando Windows 98... Ontem eu fui numa que custa o dobro do preço, mas com equipamentos melhores, rodando Linux e funcionam.
3) Na empresa, a tal baranga loira não durou nem um dia. Menina mimada, cheia de vontades, já começou criando terror lá dentro e queria se fazer de gostosona. Entre outras coisas, queria impressora para imprimir trabalho de faculdade, MSN e Orkut no ambiente de trabalho. Não sabe nem atender um telefone. Já foi posta para correr e chorando. Sem contar que desconfiamos que ela sofre de bulimia... E naquele suporte, por enquanto, só cueca.
4) A situação anda feia lá na Champs-Élysées. Bastou minha mãe voltar para lá, após minha recuperação, para todo tipo de notícia ruim estourar. Eu espero que ela leve a sério a decisão dela sair daquele buraco e ir para um lugar melhor, mais agradável e com qualidade de vida superior.
dimanche 9 mars 2008
L'HÔPITAL IV

Pois é, pelo jeito minha sina hospitalar está longe de terminar.
Após o treinamento de sábado passado, onde os novos funcionários foram apresentados, voltei para casa sentindo fortes dores no abdômen. Daquelas horríveis, de mal conseguir andar. Mesmo assim, ainda consegui jantar, mas fui dormir cedo. E acordei nada menos do que oito vezes durante a noite. Tomei de tudo: remédio para enjôo, Buscopan, Xantinon e nada resolvia. E ainda com medo daquelas infecções, mais uma vez voltei para o hospital.
Lá fui eu encarar mais uma bateria de exames. Mas o pior foi descobrir que dessa vez, o motivo da internação não tinha nada a ver com as outras duas. Após uma tomografia, onde tive que tomar quatro copos de Tang sabor laranja (ou contraste), o diagnóstico implacável:
O seu exame mostrou uma apendicite. Eu vou ter que te internar e você vai ter que operar.
Sabia que eu nem me assustei? Não sei se é porque já era minha terceira internação em quatro meses ou se era porque não tinha caído a ficha. E lá fui eu para minha primeira cirurgia. Quem se assustou foi minha mãe, que desceu da Champs-Élysées até o hospital só para me ver.
A cirurgia foi tranqüila, nada de grave. Só lembro de me ver sendo apresentado a um centro cirúrgico pela primeira vez, e depois acordando já na sala de recuperação, um pouco lesado mas consciente. Minha mãe ficou ao meu lado o tempo todo, apenas saindo para comer. E na quarta-feira, a maravilhosa notícia: alta.
Amanhã eu vou tirar os pontos. E cair fora dessa vida de confinamento que é a recuperação de uma cirurgia. E no mais, até a próxima internação...
vendredi 29 février 2008
LES FEMMES LAIDES
Ontem eu quis sair daqui querendo matar uma pessoa da empresa: o supervisor, que é quem entrevista e seleciona as pessoas para o suporte técnico.
Vi duas pessoas que estavam para fazer entrevista, uma já na sala e outra na recepção. Uma delas era um menino, a quem disse boa tarde. E torci para ele passar na entrevista. A outra era uma baranga horrorosa, dragão para São Jorge nenhum botar defeito.

E quando perguntei para a diretora, ela me respondeu que quem tinha passado foi a baranga. Não deixei de chochar aquele tribufu e zoar com aquele cara, apenas perguntando:
O cara riu tanto que me fez repetir minha piadinha umas quatro vezes.

E hoje cedo apareceu uma outra mulher que começa na semana que vem, uma loura meio sem sal, e também muito feia, mas que perto da outra vira a Gisele Bündchen. E hoje, fiquei sabendo que a feiosa desistiu do cargo, e que o menino entrou na vaga, e também começa na próxima semana. Ao saber disso, mandei logo um torpedo para a diretora:
Ela riu muito, e me ligou dizendo que ficou com raiva por terem me contado antes, e chamando o sócio dela de fofoqueiro. Eu neguei, ele não é fofoqueiro, apenas um guardião das boas notícias. Mas também, faz tempo que só contratam monstro para trabalhar lá.

P.S.: E por falar em mulher feia, hoje respondi uma pergunta sobre lésbicas muito masculinizadas, vulgo "sapatão". Falei o que eu penso, e nunca fui tão negativado antes. O que não muda o que eu penso. Já vi algumas lésbicas muito bonitinhas, mas de caminhoneira quero distância.
Vi duas pessoas que estavam para fazer entrevista, uma já na sala e outra na recepção. Uma delas era um menino, a quem disse boa tarde. E torci para ele passar na entrevista. A outra era uma baranga horrorosa, dragão para São Jorge nenhum botar defeito.

E quando perguntei para a diretora, ela me respondeu que quem tinha passado foi a baranga. Não deixei de chochar aquele tribufu e zoar com aquele cara, apenas perguntando:
Você vai para a guerra? Porque já escolheu até um canhão para levar.
O cara riu tanto que me fez repetir minha piadinha umas quatro vezes.

E hoje cedo apareceu uma outra mulher que começa na semana que vem, uma loura meio sem sal, e também muito feia, mas que perto da outra vira a Gisele Bündchen. E hoje, fiquei sabendo que a feiosa desistiu do cargo, e que o menino entrou na vaga, e também começa na próxima semana. Ao saber disso, mandei logo um torpedo para a diretora:
O meu santo é muito forte!!!
Ela riu muito, e me ligou dizendo que ficou com raiva por terem me contado antes, e chamando o sócio dela de fofoqueiro. Eu neguei, ele não é fofoqueiro, apenas um guardião das boas notícias. Mas também, faz tempo que só contratam monstro para trabalhar lá.

P.S.: E por falar em mulher feia, hoje respondi uma pergunta sobre lésbicas muito masculinizadas, vulgo "sapatão". Falei o que eu penso, e nunca fui tão negativado antes. O que não muda o que eu penso. Já vi algumas lésbicas muito bonitinhas, mas de caminhoneira quero distância.
mercredi 27 février 2008
NIVEAU SEPT

Só para deixar registrado, finalmente consegui chegar ao nível 7 do Yahoo! Respostas. Tá certo que eu não ganhei nada com isso, materialmente falando, mas conheci gente nova e interessante, aprendi muito, e compartilhei um pouco do que eu sabia. Tem sido um ótimo aprendizado.
E a melhor coisa que inventaram depois do Orkut.
lundi 25 février 2008
LES RÉSULTATS
Não bastasse minha novela hospitalar, ainda encarei mais exames: os de hepatite B e C, sífilis e HIV. Eu não estava com medo deles, ainda mais depois que meu namorado já tinha feito e tendo todos os resultados negativos. Mas a forma de como isso procedeu foi assustadora.
Jeudi, le 14 frévier:
Tudo começou às 10 horas da manhã daquele dia. Fui ao CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento). Escolhi fazer lá porque já tinha usado demais o convênio esse ano, ainda mais depois de ter sido internado. E também para saber como a coisa funcionava.
Cheguei lá, pedi para fazer o exame. Na primeira vez, tem que assistir a uma breve palestra, mais para esclarecer dúvidas e bater um papo. Como é de se esperar, quase ninguém vai. Só tinha eu e mais um cara, um hetero putanheiro desses que enchem a cara e transa com putas, e a camisinha passa bem longe. O cara estava muito nervoso, quando mais falamos de tratamento, coquetel e sarcoma de Kaposi. Nessa hora, ele estava quase chorando.
Passada a tensão inicial, eu me soltei e conversei bastante. Na verdade, quando falei que sou gay, quase dei uma aula de sexualidade ali mesmo, tanto para o cara quanto para a funcionária do CTA. Derrubei a maldita expressão "opção sexual" e falei um monte quando ela me perguntou se eu sou gay porque nenhuma mulher me interessou. E eu achando que por trabalhar ali, aquela funcionária podia ser mais esclarecida... E o hetero pagou de simpatizante, concordando com tudo que eu falava. Não vou julgar ninguém, mas todo mundo fica bonzinho nessas horas.
Enfim, depois de meia hora tirei sangue. A enfermeira era típica de hospital público, que me tirou o sangue com a delicadeza de um gorila. E diferente dos laboratórios, esse exame levou nada menos do que dez dias para sair.
Aujourd'hui, le 25 février:
Respeitando toda a burocracia do lugar - o exame é gratuito, mas eles têm seu preço - liguei para lá agendando a entrega do resultado. O sigilo é tanto, que eles não entregam o resultado para outra pessoa, e também nem para a própria pessoa se ela não marcar antes.
Não contei que o lugar é assustador: o prédio é muito velho, cheio de divisórias, com cara mesmo de prédio público. Sudindo uma escada, fui parar na central do ar condicionado. Subindo uma segunda escada, cheguei numa sala de espera, tão sinistra quanto o andar de baixo. A tensão foi inevitável, ainda mais lembrando do que eu estava fazendo ali.
Logo depois, chegou um garotão, um pouco afetado, e me cumprimentou. Pelo jeito, ou era garoto de programa, ou estava com medo de ter pegado de algum namorado suspeito. Não quiseram entregar o resultado dele, porque ele estava uma hora adiantado. Paciência, agora espera... fui chamado à uma pequena e calorenta sala.
Sem enrolar muito, a mulher, baixinha e com uma certa idade, mostrou-me o resultado dos exames. Todos negativos, eu não tenho nada, tudo bem comigo. Mesmo assim, precisei de um tempo para entender aquilo, de tão nervoso que eu estava.
Toda aquela coisa em cima do resultado se justifica: a reação da pessoa diante de um resultado positivo é imprevisível. Tanto pode aceitar tranquilamente o resultado, como pode ter uma crise nervosa, chorar muito, desmaiar ou querer pular do viaduto que fica próximo. Mesmo não sendo meu caso, fiquei pensando nisso.
Mas não acabou. Ainda tive que responder a uma entrevista, onde é preenchida uma ficha. Perguntaram se eu transo com homens ou mulheres, se bebo, se uso drogas, se fumo, por que eu estava fazendo aquele exame, se tenho parceiro fixo, entre várias outras coisas. Assim como na palestra, à medida que eu ia falando, fui me soltando. Depois, ganhei preservativos e fui embora.
Na saída, bem mais aliviado, passei pela sala onde vi aquele cara mais um outro, cobrindo o rosto com as mãos de tão nervoso. É aquela coisa, a tensão é tanta que mesmo quando dá negativo, demora para passar.

Já de volta, fiz essa foto que fica sendo um pequeno troféu: meus exames negativos, a carteirinha do CTA e os vários preservativos.
Jeudi, le 14 frévier:
Tudo começou às 10 horas da manhã daquele dia. Fui ao CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento). Escolhi fazer lá porque já tinha usado demais o convênio esse ano, ainda mais depois de ter sido internado. E também para saber como a coisa funcionava.
Cheguei lá, pedi para fazer o exame. Na primeira vez, tem que assistir a uma breve palestra, mais para esclarecer dúvidas e bater um papo. Como é de se esperar, quase ninguém vai. Só tinha eu e mais um cara, um hetero putanheiro desses que enchem a cara e transa com putas, e a camisinha passa bem longe. O cara estava muito nervoso, quando mais falamos de tratamento, coquetel e sarcoma de Kaposi. Nessa hora, ele estava quase chorando.
Passada a tensão inicial, eu me soltei e conversei bastante. Na verdade, quando falei que sou gay, quase dei uma aula de sexualidade ali mesmo, tanto para o cara quanto para a funcionária do CTA. Derrubei a maldita expressão "opção sexual" e falei um monte quando ela me perguntou se eu sou gay porque nenhuma mulher me interessou. E eu achando que por trabalhar ali, aquela funcionária podia ser mais esclarecida... E o hetero pagou de simpatizante, concordando com tudo que eu falava. Não vou julgar ninguém, mas todo mundo fica bonzinho nessas horas.
Enfim, depois de meia hora tirei sangue. A enfermeira era típica de hospital público, que me tirou o sangue com a delicadeza de um gorila. E diferente dos laboratórios, esse exame levou nada menos do que dez dias para sair.
Aujourd'hui, le 25 février:
Respeitando toda a burocracia do lugar - o exame é gratuito, mas eles têm seu preço - liguei para lá agendando a entrega do resultado. O sigilo é tanto, que eles não entregam o resultado para outra pessoa, e também nem para a própria pessoa se ela não marcar antes.
Não contei que o lugar é assustador: o prédio é muito velho, cheio de divisórias, com cara mesmo de prédio público. Sudindo uma escada, fui parar na central do ar condicionado. Subindo uma segunda escada, cheguei numa sala de espera, tão sinistra quanto o andar de baixo. A tensão foi inevitável, ainda mais lembrando do que eu estava fazendo ali.
Logo depois, chegou um garotão, um pouco afetado, e me cumprimentou. Pelo jeito, ou era garoto de programa, ou estava com medo de ter pegado de algum namorado suspeito. Não quiseram entregar o resultado dele, porque ele estava uma hora adiantado. Paciência, agora espera... fui chamado à uma pequena e calorenta sala.
Sem enrolar muito, a mulher, baixinha e com uma certa idade, mostrou-me o resultado dos exames. Todos negativos, eu não tenho nada, tudo bem comigo. Mesmo assim, precisei de um tempo para entender aquilo, de tão nervoso que eu estava.
Toda aquela coisa em cima do resultado se justifica: a reação da pessoa diante de um resultado positivo é imprevisível. Tanto pode aceitar tranquilamente o resultado, como pode ter uma crise nervosa, chorar muito, desmaiar ou querer pular do viaduto que fica próximo. Mesmo não sendo meu caso, fiquei pensando nisso.
Mas não acabou. Ainda tive que responder a uma entrevista, onde é preenchida uma ficha. Perguntaram se eu transo com homens ou mulheres, se bebo, se uso drogas, se fumo, por que eu estava fazendo aquele exame, se tenho parceiro fixo, entre várias outras coisas. Assim como na palestra, à medida que eu ia falando, fui me soltando. Depois, ganhei preservativos e fui embora.
Na saída, bem mais aliviado, passei pela sala onde vi aquele cara mais um outro, cobrindo o rosto com as mãos de tão nervoso. É aquela coisa, a tensão é tanta que mesmo quando dá negativo, demora para passar.

Já de volta, fiz essa foto que fica sendo um pequeno troféu: meus exames negativos, a carteirinha do CTA e os vários preservativos.
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