
Pois é, pelo jeito minha sina hospitalar está longe de terminar.
Após o treinamento de sábado passado, onde os novos funcionários foram apresentados, voltei para casa sentindo fortes dores no abdômen. Daquelas horríveis, de mal conseguir andar. Mesmo assim, ainda consegui jantar, mas fui dormir cedo. E acordei nada menos do que oito vezes durante a noite. Tomei de tudo: remédio para enjôo, Buscopan, Xantinon e nada resolvia. E ainda com medo daquelas infecções, mais uma vez voltei para o hospital.
Lá fui eu encarar mais uma bateria de exames. Mas o pior foi descobrir que dessa vez, o motivo da internação não tinha nada a ver com as outras duas. Após uma tomografia, onde tive que tomar quatro copos de Tang sabor laranja (ou contraste), o diagnóstico implacável:
O seu exame mostrou uma apendicite. Eu vou ter que te internar e você vai ter que operar.
Sabia que eu nem me assustei? Não sei se é porque já era minha terceira internação em quatro meses ou se era porque não tinha caído a ficha. E lá fui eu para minha primeira cirurgia. Quem se assustou foi minha mãe, que desceu da Champs-Élysées até o hospital só para me ver.
A cirurgia foi tranqüila, nada de grave. Só lembro de me ver sendo apresentado a um centro cirúrgico pela primeira vez, e depois acordando já na sala de recuperação, um pouco lesado mas consciente. Minha mãe ficou ao meu lado o tempo todo, apenas saindo para comer. E na quarta-feira, a maravilhosa notícia: alta.
Amanhã eu vou tirar os pontos. E cair fora dessa vida de confinamento que é a recuperação de uma cirurgia. E no mais, até a próxima internação...
